domingo, 14 de junho de 2015

A literatura na sociedade

         Quando pensamos na literatura na sociedade temos que levar em conta que a mesma, é composta por indivíduos com preferências literárias distintas. Isso é essencial para a variedade de obras literárias que venhamos a ter, por isso devemos ter respeito por todas elas, mas infelizmente não é isso o que ocorre, pessoas com preferências por determinados livros sofre preconceito. Um exemplo muito comum, acontece com os amantes de "YA" (literatura para jovens adultos) onde pessoas que leem clássicos, criticam quem lê YA, afirmando que é uma leitura muito fácil ou que é "modinha".
          Mas sejamos sinceros, se estamos em um país (Brasil) onde uma pessoa lê em média 4 livros por ano, não deveríamos nos importar com o que a pessoa está lendo. Eu por exemplo, fico muito feliz quando estou em um ambiente onde há pessoas lendo, mesmo que o livro seja Cinquenta tons de cinza.
          Recentemente escutei uma pesquisa sobre quantos livros lemos em uma vida. Se uma pessoa começa a ler aos 15 anos e a mesma morrer aos 80 anos, logo ela terá 65 anos de leitura, mas a mesma lê um livro por semana, durante um ano ela lerá 52 livros, agora multiplicamos pelos 65 anos de leitura, e percebemos que ela leu 3.380 livros em sua vida. Isso é extremamente pouco.
          Algumas leituras são muito complicadas, não por causa de leitor, mas porque o escritor é muito chato, e para explicar melhor isso teremos como exemplo Almeida Garret em sua obra Viagens na minha terra, onde ele retrata o momento histórico das guerras de Portugal, e fica bem claro em sua escrita que ele poem a sua obra como sendo superior às demais obras da França e Espanha, justamente por causa da briga e desentendimento de ambas às nacionalidades.
          Essa obra é de uma leitura muito difícil, e imagino que o próprio Garret percebeu que sua escrita estava chata e sem emoção e decidiu colocar a história de romance entre Carlos e Joana, para dessa forma amenizar o cansaço do leitor para com o seu livro. Em minha humilde opinião Garret não passa de um escritor com cabeça de colonizador e metido.