terça-feira, 16 de junho de 2015

(Resenha #06): Madame Bovary de Gustave Flaubert

         Olá, dois dias seguidos de resenha de livro e sabe por que? Simplesmente tive um trabalho para fazer sobre três livros e portanto li tão rápido que proporcionou resenhas seguidas, bom, agora vamos às informações.

Informações do livro
Título: Madame Bovary
Autor: Gustave Flaubert
Editora: Abril Cultural
Capítulos: 35
Páginas: 259

Resumo (sem spoilers)
           Aqui, conhecemos a história da família Bovary, onde a Sra. e o Sr. Bovary se esforçam para dar um futuro para o seu filho, afinal são pobres e não querem que ele assim continue.
           Após muito esforço, principalmente pela parte da mãe e do garoto, Carlos consegue se formar em medicina e já começa a trabalhar, sua mãe quase satisfeita arranja uma noiva para seu filho. Havia uma viúva já de meia-idade, chamada Heloisa e foi com ela que ele se casou. Coitado de Carlos, tudo era do jeito que a mulher queria e ele cedia tudo, fazias todos os seus gostos. Em um certo momento da história Carlos é chamado para cuidar de um senhor com a perna quebrada que lhe pagaria muito bem, e que aliás tinha uma filha ainda solteira e muito bonita chamada Ema.
           Mesmo depois de Carlos curar o senhor, ele continuava a visitar aquela família, até que um dia a mulher dele percebendo tudo isso, o proibiu de voltar aquela casa, mas não foi por muito tempo, afinal ela logo morreu. O coitado ficou muito triste, pois ele sabia que ela tinha lhe amado de verdade.
         
       




































           Passado um longo tempo, começou a se aproximar da filha do senhor a quem tinha salvo e o mesmo percebeu o que estava se passando e assim que Carlos ia dar a ntender que queria casamento o senhor já cedeu a mão de sua filha. Ema que gostava de novidades e mudanças, estava amando a lua de mel e até o cotidiano, mas passado um tempo Ema começa a entristecer, afinal odeia a rotina e sente como se a mesma já fizesse parte de sua vida, percebe que até os beijos que Carlos lhe davam, tinham momentos certos.
          Até que por um certo motivo, a família se muda e vai para um lugar um tanto distante e lá que nós e Ema Bovary conhecemos Rodolfo, um homem rico que ao ver Ema, se encanta pela sua beleza e decidi conquistá-la, mas não porque a ama e sim somente por diversão.

Crítica (sem spoilers)
          Nesse romance francês podemos ver claramente que ele demonstra sociedade da época, onde pouquíssimas pessoas pobres conseguiam atingir classe dominante, e ainda para consegui-la havia profissões que encurtavam o caminho, mas claro, nada sem muito esforço e isso vemos no personagem Carlos.
       
            Mas por que, um romance que nos ensina a nos esforçarmos para conseguirmos o que queremos, foi tão criticado negativamente a ponto de acarretar um processo por "ofensa a moral publica e religiosa"? Sim meus caros leitores, Flaubert, teve que responder a um processo por causa de sua protagonista, Ema Bovary, e nesse processo eles perguntaram em quem Flaubert se inspirou para criar uma personagem tão real... e sabe o que Flaubert respondeu?: "Madame Bovary sou eu"
Infelizmente  essa pergunta não posso responder sem dar spoilers, portanto leia o livro que você entenderá o por quê essa obra literária é considerada como o mais importante romance da literatura francesa.