domingo, 21 de junho de 2015

(Resenha #07): Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis

         Oláa, como eu disse no twitter, esta semana terá muitas resenhas, e se você ainda não seguiu o blog, saiba que essa é uma forma de eu saber se meu conteúdo está agradando ou não, portanto comente e divulguem para os amigos e aqui está o meu twitter onde eu posto todas as novidades do blog @Sthefanie333. Sem mais demoras, vamos ás informações.

Ficha técnica
Título: Memórias Póstumas de Brás Cubas
Autor: Machado de Assis
Editora: Avenida
Nº de Capítulos: 160
Nº de Páginas:  120

         Resumo (sem spoilers)
         Um defunto decide contar a história da sua desprezível vida, onde ele não oculta nem a terrível criança que ele era, chegando a quebrar a cabeça de uma escrava e até espalhar boatos (namoros escondidos) de pessoas próximas da sua família. Até que chegou a adolescência e com ela os amores, e o seu primeiro foi com Marcela. Brás Cubas gastava todo o dinheiro do pai para alegrar a sua namorada, até que, quando seu pai cansou disso o mandou para Coimbra estudar, e por lá passou um longo período. Quando retornou, sua mãe estava à beira da morte, chegando a falecer dias depois.
       
        Seu pai sonhava alto com uma bela esposa, que afinal já havia escolhido (Virgilia) e um cargo bom na política para Brás Cubas, mas o coitado do pai não aguentou a tristeza de ver outro rapaz roubar essas duas belezas da vida de seu filho e veio a falecer. Sem pai e ainda brigado com a irmã tinha outro problema, estava apaixonado por Virgilia, a mesma que escolheu o outro rapaz para casar, mas desta vez o sol brilhou para Brás Cubas, pois Virgilia atendeu o seu coração e agora ambos estavam apaixonados, mas o único jeito de viver esse amor era através do adultério.

         Crítica (sem spoilers)
         Juro que esse livro foi o que mais me lembrou outras obras, não só pelas que ele mesmo cita, como também pelas característica dos personagens, começando por Brás Cubas, quem leu viagens na minha terra, perceberá que Brás Cubas é uma versão brasileira de Almeida Garret, por se achar tanto e não ser nada. Além de a obra literária em si ser meio que uma cópia de Madame Bovary.
         Essa obra foi um choque para mim, pois até agora não estou acreditando que Brás Cubas pegou um capítulo para falar só das suas pernas, há capítulos desnecessários em que ele poderia ter ajuntado com outros capítulos pequenos e assim formar outros capítulos. Mas o bom dessa separação que ele fez, é que assim você dá mais risada, há momentos da história que você para e pensa: "Meu, você é muito idiota".
         Enfim, essa obra me tocou de um jeito diferente das outras obras literárias de Machado de Assis que eu li, não só pelo fato de um defunto estar escrevendo e também o fato de ele ser uma cópia de outra obra (Madame Bovary), e muito bem feita, muito bem trabalhada, engraçada em alguns momentos da história, além de ter a preocupação de deixar bem claro que a história de determinado personagem terminou. Esses aspectos, foram o que fizeram que um leitura de vestibular, fosse tão divertida.